Perito Moreno de carro: como visitar o glaciar saindo de El Calafate
Como visitar o glaciar Perito Moreno de carro saindo de El Calafate: os 80 km pela RP11, as passarelas, o minitrekking e o safári náutico, e quando ir.

Foto: Brandon Antonio Segura Torres & Priscilla Vieto Bonilla / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Perito Moreno de carro: como visitar o glaciar saindo de El Calafate
O glaciar Perito Moreno é um daqueles lugares que parecem grandes demais para caber numa foto: uma parede de gelo de dezenas de metros que range, estala e, de vez em quando, desaba em blocos dentro do lago, bem na sua frente. A base para chegar até ele é El Calafate, cidade da Patagônia argentina que vive do turismo do Parque Nacional Los Glaciares. Para quem viaja de carro, é um dos destinos mais recompensadores da região: a estrada é boa, o acesso é simples e você controla o próprio horário.
Este roteiro cobre como chegar de El Calafate ao glaciar, o que fazer nas passarelas e no gelo, quando ir e como emendar com El Chaltén, que fica na mesma rota.
Resumão: O glaciar Perito Moreno fica a cerca de 80 km de El Calafate, pela RP 11, uma estrada asfaltada e tranquila de rodar. O Parque Nacional Los Glaciares tem ingresso pago, com valor reajustado com frequência, e cerca de 3 km de passarelas de frente para o gelo, que levam uma ou duas horas a pé. Dá pra ir só nas passarelas ou contratar o minitrekking sobre o glaciar e o safári náutico de barco. El Chaltén, a capital do trekking, fica a cerca de 215 km e combina na mesma viagem.
Como chegar de carro
De El Calafate até as passarelas do Perito Moreno são cerca de 80 km pela Ruta Provincial 11, quase toda asfaltada e em bom estado. O trajeto leva pouco mais de uma hora e já é bonito por si só, margeando o Lago Argentino e entrando no Parque Nacional Los Glaciares. Diferente de outros cantos da Patagônia, aqui você não precisa de veículo preparado nem enfrenta ripio pesado: um carro comum dá conta na maior parte do ano.
El Calafate tem aeroporto próprio, a cerca de 20 km do centro, o que torna o fly and drive uma opção prática: você chega de avião, pega o carro e já usa a cidade como base. No inverno, entre junho e agosto, vale checar as condições da estrada e levar correntes para os pneus, já que pode haver neve e gelo no caminho.
O ingresso e as passarelas
O glaciar fica dentro do Parque Nacional Los Glaciares, que cobra ingresso. O valor é reajustado com frequência e costuma ser diferente para estrangeiros e argentinos, então confira o preço atualizado antes de ir e leve como pagar em pesos. Guarde o comprovante: costuma haver desconto para quem volta ao parque num intervalo curto.
Na área do glaciar, cerca de 3 km de passarelas e mirantes descem em vários níveis, de frente para a parede de gelo. Dá pra percorrer tudo com calma em uma ou duas horas, escolhendo os ângulos e esperando o momento em que um bloco se desprende e cai no lago com estrondo. É um passeio autoguiado: uma vez lá, você anda no seu ritmo. Há centro de visitantes, banheiros e onde comer dentro do parque.
Um detalhe que rende o espetáculo: o Perito Moreno avança até tocar a margem oposta e represar um braço do lago. A água acumula, pressiona e, de tempos em tempos, rompe o dique de gelo num evento que atrai gente de longe. Não dá pra agendar, mas mesmo sem a ruptura o glaciar em atividade já justifica a viagem.
Minitrekking e safári náutico
Quem quer mais que as passarelas tem duas experiências clássicas, ambas contratadas com operadores autorizados. O minitrekking coloca você caminhando sobre o próprio glaciar, com grampos nos pés e guia, para ver de perto as fendas, os tons de azul e as pequenas lagoas que se formam no gelo. É a forma de sentir a escala do glaciar com os pés, não só com os olhos.
O safári náutico é um passeio de barco que chega perto da parede de gelo pela água, costeando os icebergs que se soltaram do glaciar. É mais curto e menos exigente que o minitrekking, e rende uma noção diferente do tamanho da coisa, vista de baixo. As duas atividades costumam lotar em alta temporada, então reserve com antecedência.
El Calafate como base e a emenda com El Chaltén
El Calafate tem boa estrutura turística, com hospedagem, restaurantes e serviços, o que faz dela uma base confortável para explorar a região sem pressa. Num dia de chuva, ou só para entender melhor o que você está vendo, o museu do gelo na saída da cidade explica como se formam os glaciares do Campo de Gelo Patagônico.
Se você já está na região, vale emendar com El Chaltén, a cerca de 215 km, umas duas horas e meia de carro pela mesma RP 11 e depois pela RN 40. Enquanto o Perito Moreno é sobre gelo e passarelas, El Chaltén é sobre trilhas a pé até o Fitz Roy. Os dois se completam num roteiro de Patagônia sul e cabem bem na mesma viagem de carro.
Para montar esse encadeamento, o GT Overlander ajuda: você descreve algo como "El Calafate e El Chaltén de carro em uma semana, com o Perito Moreno e as trilhas do Fitz Roy", e o app monta o trajeto com as paradas e o contexto de cada trecho. A partir daí, é só ajustar ao seu ritmo.
Quando ir
A alta temporada vai da primavera ao verão, de novembro a março, quando os dias são longos e o clima mais ameno, embora o vento patagônico esteja sempre no jogo. É a melhor época para combinar o Perito Moreno com as trilhas de El Chaltén. No inverno, de junho a agosto, o parque segue aberto e o glaciar fica ainda mais dramático, mas os dias são curtos, o frio é forte e a estrada pode exigir correntes. Seja qual for a estação, leve roupa de vento e várias camadas: perto do gelo, a temperatura despenca.
Perguntas frequentes
Quantos dias ficar em El Calafate para ver o Perito Moreno? Um dia inteiro dá conta das passarelas. Se quiser incluir o minitrekking ou o safári náutico, e ainda conhecer a cidade, reserve de dois a três dias. Para emendar El Chaltén, some mais dois ou três.
Precisa de 4x4 para ir ao Perito Moreno de carro? Não. Os cerca de 80 km da RP 11 entre El Calafate e o glaciar são asfaltados e em bom estado, um carro comum dá conta. No inverno, atenção a neve e gelo, quando podem ser necessárias correntes nos pneus.
A entrada do Parque Nacional Los Glaciares é paga? Sim. O glaciar fica dentro do parque, que cobra ingresso com valor reajustado com frequência e diferente para estrangeiros e argentinos. Confira o preço atualizado antes de ir e leve como pagar em pesos.
Dá pra caminhar sobre o glaciar? Dá. O minitrekking é uma caminhada guiada sobre o gelo, com grampos fornecidos pelos operadores, e precisa ser contratado com antecedência. Costuma haver limites de idade e de condição física, então confira as regras na hora de reservar.
Dá pra combinar o Perito Moreno com El Chaltén? Sim, é uma das combinações mais comuns da Patagônia sul. El Chaltén fica a cerca de 215 km de El Calafate, umas duas horas e meia de carro, e troca o gelo pelas trilhas do Fitz Roy.
Gelo em movimento
O que faz o Perito Moreno diferente de um cartão-postal congelado é que ele está vivo: avança, racha e desaba enquanto você observa. Chegar de carro por conta própria te dá o melhor ingrediente para aproveitar isso, que é tempo. Sem a pressa de uma excursão fechada, dá pra esperar o próximo bloco cair e decidir, ali mesmo, se o dia pede também uma caminhada sobre o gelo.
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Escrito por
Rangel Machado
Empresário e viajante. Fundou o GT Overlander pra ser o app que ele mesmo queria ter na própria estrada, e desde então lidera produto e visão ouvindo de perto quem viaja.
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