Rota Biker: lista dos monumentos, mapa e passaporte
Lista dos monumentos da Rota Biker por estado, onde ver o mapa, como conseguir o passaporte e como montar um roteiro para juntar vários carimbos.

Em dezenas de cidades brasileiras já tem uma escultura igual: dois dedos apontados pro chão, o cumprimento biker, o gesto que motociclistas trocam entre si quando se cruzam na estrada. Esse gesto em metal não é decoração turística qualquer. É um marco da Rota Biker, e pra quem entrou no movimento, virou destino.
A Rota Biker é um projeto brasileiro de mototurismo criado em 2023 que tá redesenhando como motociclistas planejam viagens. A ideia é simples: cada cidade que recebe um monumento vira parada oficial. Quem visita marca no passaporte. Quem completa a coleção tem prova material de uma jornada. E o Brasil (e agora também o Paraguai) ganha um circuito turístico inteiro feito por e pra quem viaja de moto.
O movimento tem dono, Marcos Turbay, motociclista fundador do Serpenteando Café, em Bocaiúva do Sul (PR), e não é fenômeno anônimo da internet. Tem identidade visual, tem regras, tem uma associação por trás (a Associação dos Guardiões dos Monumentos Bikers), e é reconhecido pela Confederação Brasileira de Motociclismo. E tem algo que poucos projetos turísticos brasileiros conseguem: bota motociclistas em cidades pequenas que jamais aparecem em roteiro convencional.
Resumão: Rota Biker é um movimento de mototurismo criado em 2023 pelo motociclista paranaense Marcos Turbay. Cada cidade parceira recebe um monumento ao cumprimento biker, o gesto dos dois dedos apontados pro chão que motociclistas trocam na estrada. Já são mais de 30 monumentos funcionando, pelo Brasil e no Paraguai, com outros em construção, e a organização projeta chegar a 50 até o fim de 2027. Cada visita rende um carimbo no passaporte oficial, que é só físico e só se compra nos próprios pontos da rota. O GT Overlander já tem todos os monumentos catalogados como atrações na nossa base.
Mapa da Rota Biker
Os pontos laranja já estão prontos e carimbando; os cinza ainda estão em construção. Toque num ponto pra ver o nome do lugar e abrir no Google Maps. O mapa se atualiza sozinho todo dia.
O que é exatamente a Rota Biker
Rota Biker é uma rede de pontos turísticos voltados pra motociclistas. Cada ponto é uma cidade que aceitou ser parte do circuito e instalou em local público o monumento ao cumprimento biker: uma escultura em metal, sempre com o mesmo símbolo, os dois dedos apontados pro chão, sinal de respeito e união entre motociclistas na estrada.
O movimento tem três frentes:
- Os monumentos físicos: pontos turísticos permanentes que viram destino de viagem
- O passaporte: caderneta oficial onde o motociclista registra cada visita
- A comunidade: encontros, eventos e divulgação que movimentam mototurismo nas cidades-sede
O ponto-chave do projeto: ele não é só "fazer turismo". É reconhecer que motociclista valoriza diferente. Quem tá viajando de moto não procura shopping ou hotel cinco estrelas. Procura estrada, paisagem, comunidade, café com mecânica do lado, e algo que marque a passagem. O monumento atende exatamente isso.
A origem: Bocaiúva do Sul, Serpenteando Café e o Rastro da Serpente
A história começou em Bocaiúva do Sul (PR), na região conhecida pelos motociclistas como Rastro da Serpente, uma estrada serpenteante na Serra do Mar paranaense que virou Meca de quem curte curva. É a mesma serra da Estrada da Graciosa, a poucos quilômetros dali. Lá, no Serpenteando Café, Marcos Turbay teve a ideia de transformar o café em ponto de partida de algo maior.
Em 2023 saiu o primeiro monumento, hoje listado oficialmente como "1. Serpenteando Café". A partir daí o movimento ganhou tração rápida. Outros donos de café temático, prefeituras de cidades turísticas e empresários ligados ao motociclismo começaram a procurar pra entrar na rede.
Em pouco mais de dois anos de existência, a Rota Biker já passa de 40 pontos no mapa oficial (monumentobikers.com.br), a maioria já pronta e carimbando, e o restante em fase final de construção. O primeiro ponto fora do Brasil já existe, em Katueté, no Paraguai, e a organização projeta chegar a 50 monumentos até o fim de 2027, com expansão pro Norte do país e novos pontos no Uruguai e na Argentina.
O passaporte: a coleção que muda a forma de viajar de moto
Cada motociclista que entra no movimento compra um passaporte oficial da Rota Biker. É uma caderneta de papel onde, em cada monumento visitado, o motociclista registra a passagem com o carimbo exclusivo daquele ponto, guardado no estabelecimento parceiro (café, posto, restaurante).
O passaporte é só físico e só vendido nos pontos da rota: não tem venda pela internet nem versão digital. Ou seja, o primeiro carimbo e a compra do passaporte acontecem no mesmo lugar. Além da coleção, ele dá desconto em estabelecimentos parceiros e participação em sorteios anuais.
Coletar todos os monumentos virou desafio sério. Quem completa a coleção não ganha prêmio em dinheiro, mas ganha algo que motociclista valoriza mais: a história da viagem. Cada carimbo é uma cidade visitada, uma estrada percorrida, um pedaço de Brasil rodado.
O sistema também alimenta o ciclo de descoberta. Quem coleciona acaba viajando pra cidades que jamais entraria no radar: Socorro (SP), Jundiaí (SP), Barretos (SP), Bocaiúva do Sul (PR), Urubici (SC), Piumhi (MG), Goiás (GO), e dezenas de outras espalhadas por vários estados.
Onde estão os monumentos hoje
A maior concentração tá no eixo Sul e Sudeste. São Paulo lidera com folga, seguido de perto por Paraná e Santa Catarina, depois Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Faz sentido: é onde tá a maior densidade de motociclistas brasileiros e a infraestrutura de estradas turísticas é mais consolidada.
Fora desse eixo, o mapa já tem ponto em Goiás e no Distrito Federal, e monumentos em construção na Bahia e na Paraíba. Ou seja: a expansão pro Nordeste que a organização anunciava já saiu do papel. E fora do Brasil, o primeiro monumento internacional fica em Katueté, no Paraguai.
Como entra monumento novo com frequência, a posição exata de cada um está no mapa lá em cima, que se atualiza sozinho. Aqui a gente mantém todos eles catalogados como atrações na base do GT, pra aparecerem sozinhos na rota que você montar.
Algumas cidades-sede já viraram referência:
- Bocaiúva do Sul (PR): onde começou tudo, no Serpenteando Café
- Barretos (SP): coincidiu com o evento Motorcycles, virou parada obrigatória
- Socorro (SP): parte da Serra da Mantiqueira, conecta com circuito turístico já consolidado
- Jundiaí (SP): porta de entrada pra quem sai de São Paulo capital
- Katueté (Paraguai): primeiro monumento internacional do movimento
Lista dos monumentos da Rota Biker
Os monumentos são numerados pela ordem em que foram construídos, não por um caminho a seguir: cada motociclista monta a própria sequência. A lista abaixo traz os 37 monumentos prontos e carimbando em outubro de 2026, agrupados por estado, com o lugar onde fica o carimbo. O número aparece quando a gente já conhece; os mais novos ficam com um traço.
| Estado | Cidade | Nº | Onde fica |
|---|---|---|---|
| Paraná | Bocaiúva do Sul | 1 | Serpenteando Café |
| Paraná | Carlópolis | 5 | Rota PR-218 |
| Paraná | Piraí do Sul | 9 | Rota 090 |
| Paraná | Ponta Grossa | 13 | Rota 513 |
| Paraná | Foz do Iguaçu | 32 | Hell's Dogs Motorcycle Bar |
| Paraná | Siqueira Campos | — | Pro Tork |
| Paraná | Mauá da Serra | — | MAPY Restaurante e Café |
| Santa Catarina | Lauro Müller | 3 | Mirante 12 |
| Santa Catarina | Urubici | 4 | Rota 370 |
| Santa Catarina | Rio dos Cedros | 6 | Rota Bike Café |
| Santa Catarina | Doutor Pedrinho | 7 | Container da Serra |
| Santa Catarina | Penha | 21 | Parada Penhasco |
| Santa Catarina | Timbé do Sul | 24 | Poço do Caixão |
| Santa Catarina | Porto União | 26 | Restaurante Portal Grill |
| São Paulo | Guapiara | 8 | Parada 261 |
| São Paulo | Socorro | 12 | Centro Cultural Movimento |
| São Paulo | Jundiaí | 18 | Box 1200 |
| São Paulo | Salesópolis | 19 | Rancho Terra Crua |
| São Paulo | Antônio da Alegria | 23 | Bar do Hélio |
| São Paulo | Barretos | 25 | Parque do Peão (Os Independentes) |
| São Paulo | São Bento do Sapucaí | 27 | Restaurante Pedra do Baú |
| São Paulo | Barra Bonita | 28 | Hotel Barra Bonita |
| São Paulo | Piraju | — | Bar Original – Pier SP-270 |
| São Paulo | São José do Barreiro | — | Rancho Gastronomia e Cultura |
| São Paulo | Garça | — | Zapata Garage |
| São Paulo | Sete Barras | — | Lanchonete Parada da Búfala |
| Rio Grande do Sul | Jaguarão | 10 | Terra Sul Motos |
| Rio Grande do Sul | Itaara | 14 | Parador 158 |
| Rio Grande do Sul | Ametista do Sul | 15 | Garimpo em Atividade |
| Rio Grande do Sul | Barra do Ribeiro | — | Casa Rural Pastelaria |
| Minas Gerais | Piumhi | 17 | Armazém Canastra |
| Minas Gerais | Três Corações | 22 | Restaurante Mata Virgem |
| Minas Gerais | São Lourenço | — | Portal de São Lourenço |
| Minas Gerais | Conceição do Mato Dentro | — | Bela Vista Mall |
| Distrito Federal | Brasília | 11 | Pad Bier Cervejaria |
| Goiás | Abadiânia | — | Route 60 |
| Paraguai | Katueté | 30 | Drei Schritte Restô Bar |
A tabela é uma foto de outubro de 2026. O mapa lá em cima se atualiza sozinho todo dia: se aparecer nele um ponto que não está aqui, é porque é mais novo que a tabela. Os pontos cinza do mapa são os que ainda estão em construção.
No app GT Overlander, os monumentos aparecem como atrações no mapa e entram sozinhos na rota que você montar, junto com postos, hospedagem e comida no caminho.
Como montar um roteiro pelos monumentos
Olhando o mapa de longe, parece que os monumentos estão espalhados sem critério. Não estão. Eles formam agrupamentos, e é isso que muda o planejamento: em vez de perseguir um monumento por viagem, você escolhe uma região e junta vários carimbos de uma vez.
Três agrupamentos concentram a maior parte deles:
- Norte do Paraná e centro-oeste paulista: o maior de todos, com mais de dez pontos num trecho de pouco mais de 300 km
- Mantiqueira e sul de Minas: quase dez pontos entre o interior de São Paulo e as cidades de água mineiras
- Serra Catarinense e vale do Itajaí: meia dúzia num raio menor, o mais compacto dos três, e no caminho de estradas como a Serra do Rio do Rastro
Em qualquer um deles, um fim de semana longo rende vários carimbos sem que você precise rodar o dia inteiro entre um monumento e o seguinte.
Quem quer carimbo internacional tem um atalho: o monumento de Foz do Iguaçu e o de Katueté, no Paraguai, ficam a cerca de 140 km um do outro. Dá pra pegar os dois no mesmo dia, com a travessia de fronteira no meio.
O resto está em pontos isolados, espalhados por Distrito Federal, Goiás e, quando abrirem, Bahia e Paraíba. Esses funcionam melhor como destino de uma viagem inteira, ou como desvio de um roteiro maior que já passa por perto, do que como coleção.
Duas coisas pra conferir antes de sair:
Nem todo monumento já carimba. Alguns ainda estão em construção. No mapa deste artigo eles aparecem em cinza, e vale checar antes de montar o trajeto em cima de um que ainda não abriu.
Entra ponto novo com frequência. O que era um monumento isolado ano passado pode ter virado dupla ou trio. Confere o mapa perto da data da viagem, não meses antes.
E como o roteiro vai passar por cidade pequena, vale montar o trajeto já enxergando onde tem posto, onde dormir e onde comer no caminho. É o tipo de coisa que decide se o fim de semana rende ou vira perrengue.
Por que isso importa pro mototurismo brasileiro
Antes da Rota Biker, mototurismo no Brasil era informal. Cada motociclista tinha suas próprias paradas, descobertas em grupos de WhatsApp ou trip reports. Não tinha circuito reconhecido, não tinha infraestrutura específica em cidades pequenas, não tinha identidade nacional.
A Rota Biker mudou isso de três formas:
1. Criou um produto turístico oficial. Prefeituras de cidades pequenas hoje veem motociclista como público-alvo formal. Isso significa investimento em estacionamento, sinalização, segurança, eventos.
2. Conectou o mototurismo com a economia local. Cada monumento funciona como gancho pra movimentar comércio, hospedagem, gastronomia. Cidades pequenas que estavam estagnadas economicamente recebem motociclistas o ano inteiro.
3. Fortaleceu a identidade do motociclista brasileiro. O cumprimento biker virou ícone visual reconhecido pela Confederação Brasileira de Motociclismo. Quem viaja de moto se reconhece e é reconhecido.
Pra quem quer planejar uma viagem coletando monumentos, o GT Overlander tem todos os pontos da Rota Biker catalogados como atrações na nossa base de waypoints, junto com mais de 4 milhões de outros pontos. Você descreve a viagem em linguagem natural, a IA monta o trajeto pelos monumentos que escolher, e o radar marca cada um pra você não deixar passar.
Perguntas que aparecem antes da primeira parada Rota Biker
Quantos monumentos tem a Rota Biker hoje? Já são mais de 30 monumentos funcionando, entre o Brasil e o primeiro ponto internacional, em Katueté, no Paraguai, além de outros em construção. A lista por estado está mais acima neste artigo, e o mapa no começo do artigo se atualiza sozinho todo dia. A Associação dos Guardiões dos Monumentos Bikers projeta chegar a 50 monumentos até o fim de 2027, com expansão pro Norte do Brasil e novos pontos no Uruguai e na Argentina.
O que é o passaporte Rota Biker? É a caderneta oficial do movimento, de papel, onde cada motociclista registra a visita a cada monumento com um carimbo do estabelecimento parceiro local. Funciona como prova da jornada: cada carimbo marca uma cidade visitada, e completar a coleção vira um objetivo de viagem em si pra quem entra no movimento.
Como consigo o passaporte? Só nos pontos físicos da Rota Biker, nos próprios estabelecimentos dos monumentos. Não tem venda pela internet e não existe passaporte digital.
Dá pra fazer vários monumentos numa viagem só? Dá, e é o jeito que rende mais. Os monumentos formam agrupamentos regionais: no norte do Paraná com o centro-oeste paulista, na Mantiqueira com o sul de Minas, e na Serra Catarinense. Em qualquer um deles dá pra juntar vários carimbos num fim de semana longo, sem passar o dia inteiro na estrada entre um e outro.
Preciso ter moto adventure pra participar? Não. Qualquer moto serve: naked, custom, scooter, big trail, Harley. O critério é viajar, não o modelo. Os monumentos são acessíveis em estradas asfaltadas.
Tem prazo pra coletar todos? Não. Você visita no seu ritmo. Tem motociclista que junta boa parte em poucos meses, tem quem leva anos. Os monumentos são permanentes, não vão a lugar nenhum.
Posso fazer Rota Biker em grupo ou tem que ser solo? Pode dos dois jeitos. Muitos motociclistas vão em comitiva pra dividir a experiência. Outros preferem solo pelo ritmo próprio.
Como sei a localização exata de cada monumento? No mapa do começo deste artigo: toque no ponto e abra no Google Maps. O movimento também tem site oficial em monumentobikers.com.br. E todos os monumentos já estão catalogados na base do GT Overlander como atrações, então usando o app, você vê cada um na sua rota planejada.
Pra fechar
A Rota Biker não é só uma sequência de esculturas. É um movimento que materializa o que o motociclista brasileiro sempre soube intuitivamente: que viajar de moto é diferente, e merece ferramenta, ponto de parada, comunidade próprios.
Pra quem nunca participou, a sugestão é simples: pega um monumento perto de onde mora e usa ele como destino do próximo fim de semana. Daí em diante, vai. A coleção começa no primeiro carimbo.
E quem chega lá com o GT na mão tem vantagem extra: já vai saber por onde passar, onde parar pra abastecer, onde dormir, onde comer comida boa. Todos os monumentos já estão na base de waypoints do GT.
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Escrito por
Rangel Machado
Empresário e viajante. Fundou o GT Overlander pra ser o app que ele mesmo queria ter na própria estrada, e desde então lidera produto e visão ouvindo de perto quem viaja.
Conheça mais sobre o Rangel →Comentários
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