Serra da Rocinha de carro: a BR-285 e o mirante de vidro
Serra da Rocinha de carro: a BR-285 entre SC e RS, as curvas e viadutos da subida, o mirante de vidro sobre o Cânion Espraiado e o que ver na região.

Foto: Walkiria / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Serra da Rocinha de carro: a BR-285 e o mirante de vidro
Na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Serra da Rocinha é mais uma das estradas de tirar o fôlego da Serra Geral. Um trecho curto e intenso da BR-285 sobe o paredão em dezenas de curvas, ligando o litoral catarinense ao planalto gaúcho de São José dos Ausentes. Recentemente ganhou viadutos e melhorias que a deixaram cinematográfica, e virou parada obrigatória de quem gosta de estrada de montanha.
Este roteiro cobre como chegar, como é a subida, o mirante de vidro no alto e o que ver na região.
Resumão: A Serra da Rocinha é o trecho da BR-285 que liga a região de Timbé do Sul, em Santa Catarina, a São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, cruzando a Serra Geral. Em cerca de 12 km, a estrada faz dezenas de curvas fechadas e sobe a cerca de 1.500 metros de altitude, com viadutos recentes encravados na montanha. No alto, um mirante com passarela de vidro se projeta sobre o desfiladeiro, com vista para o Cânion Espraiado. É estrada de serra, que pede atenção e checagem das condições.
Como chegar de carro
A Serra da Rocinha fica na divisa dos dois estados: de um lado, o município de Timbé do Sul, em Santa Catarina; do outro, São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, nos Campos de Cima da Serra. A subida acontece no trecho da BR-285 que corta a Serra Geral, ligando a parte baixa ao planalto lá em cima.
A estrada passou por obras que incluíram viadutos e pavimentação em partes do traçado, o que mudou muito a experiência em relação ao antigo caminho de chão. Ainda assim, é uma serra, com trechos íngremes e curvas em sequência, então vale conferir as condições e se todo o trecho está liberado antes de ir, já que obras de serra costumam ter etapas.
A subida e os viadutos
O que impressiona na Serra da Rocinha é a concentração: são cerca de 12 quilômetros com dezenas de curvas, muitas vezes citadas em torno de 300, encaixadas no paredão da Serra Geral. Os viadutos recentes, suspensos sobre o vazio, deram à estrada um visual dramático, com a montanha de um lado e o abismo do outro.
Como toda estrada de serra, ela pede respeito. A inclinação exige marcha baixa e freio com juízo, e a neblina pode aparecer de repente no alto. Dirija devagar, use os pontos de apoio para admirar a vista e evite parar em local sem visibilidade.
O mirante de vidro
O ponto alto do passeio é o mirante no topo da serra, com uma passarela de vidro que se projeta mais de dez metros sobre o desfiladeiro. De lá, a vista alcança as curvas da estrada, o Cânion Espraiado, o Campo dos Padres e a imensidão verde da Serra Geral descendo rumo ao litoral. É a recompensa de quem sobe a serra, e um daqueles lugares em que a altura se sente no estômago.
Por ficar a cerca de 1.500 metros, o alto é bem mais frio que a base, e o clima muda rápido. Leve agasalho mesmo em dia de sol e reserve tempo, porque a vista depende de a neblina cooperar.
Para encaixar a serra no seu roteiro, o GT Overlander ajuda: você descreve algo como "Serra da Rocinha e São José dos Ausentes de carro em um fim de semana", e o app monta o trajeto com as paradas e o contexto de cada trecho. A partir daí, é subir a serra no seu tempo.
O que ver na região
Do lado gaúcho, São José dos Ausentes é a base dos Campos de Cima da Serra, com cânions, cachoeiras, campos de altitude e o ar rural de fazenda. Do lado catarinense, a região se conecta com Bom Jardim da Serra e a Serra Catarinense, terra de outras estradas famosas. Isso faz da Rocinha uma boa peça em um roteiro maior de serra, emendando com o Rio do Rastro e o Corvo Branco para quem quer colecionar as estradas da Serra Geral.
Quando ir
O inverno, de junho a agosto, é a época mais procurada pelo frio intenso, a geada e a possibilidade de neve nos campos de altitude, com o custo de mais neblina e risco de gelo na estrada. O verão traz dias mais estáveis, mas com chuvas que podem complicar trechos ainda em obras. Primavera e outono são as apostas mais tranquilas para dirigir. Em qualquer época, prefira o dia claro e uma previsão de tempo aberta para aproveitar o mirante.
Perguntas frequentes
Onde fica a Serra da Rocinha? Na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no trecho da BR-285 que liga a região de Timbé do Sul a São José dos Ausentes, cruzando a Serra Geral.
Quantas curvas tem a Serra da Rocinha? São cerca de 12 quilômetros com dezenas de curvas, número muitas vezes citado em torno de 300, subindo a cerca de 1.500 metros de altitude.
A estrada da Serra da Rocinha está asfaltada? Ela passou por obras que incluíram viadutos e pavimentação em partes do traçado. Como obras de serra têm etapas, vale conferir as condições e se todo o trecho está liberado antes de ir.
O que é o mirante de vidro da Serra da Rocinha? É uma passarela de vidro no alto da serra, projetada mais de dez metros sobre o desfiladeiro, com vista para as curvas da estrada, o Cânion Espraiado e a Serra Geral.
O que fazer perto da Serra da Rocinha? Do lado gaúcho, São José dos Ausentes e os cânions dos Campos de Cima da Serra. Do lado catarinense, Bom Jardim da Serra e as outras estradas de serra da região.
Mais uma joia da Serra Geral
A Serra da Rocinha se junta ao time de estradas que fazem da Serra Geral um paraíso para quem gosta de dirigir olhando a paisagem. Com os viadutos novos e o mirante de vidro no alto, virou um destino por si só. Suba com calma, respeite a serra e guarde tempo para o topo, onde a vista sobre o cânion fecha o passeio com chave de ouro.
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Escrito por
Rangel Machado
Empresário e viajante. Fundou o GT Overlander pra ser o app que ele mesmo queria ter na própria estrada, e desde então lidera produto e visão ouvindo de perto quem viaja.
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